A complicação mais comum da TAR é o risco de gestações multifetais. Em 2009, 41,1% dos bebês concebidos por meio de TAR eram de gestações multifetais (comparado a 3,5% dos bebês na população em geral). O esforço para reduzir a gestação multifetal por meio da redução do número de embriões transferidos de uma só vez resultou em uma redução significativa — em 2017, 73,6% dos bebês concebidos por meio de TAR eram de gestações únicas. Gestações multifetais têm consequências maternas e fetais.
As gestações têm maior probabilidade de serem complicadas por várias condições pré-natais, incluindo hiperêmese gravídica, diabetes gestacional e doenças hipertensivas da gravidez. Gestações multifetais também têm piores resultados fetais e neonatais do que gestações únicas, com um aumento significativo no parto prematuro e o aumento associado no risco de natimorto (cinco vezes) e morte neonatal (sete vezes).
Os provedores de fertilização in vitro limitam as gestações multifetal por meio de vários meios, incluindo regimes de estimulação de baixa dose, monitoramento rigoroso de hormônios e folículos durante os ciclos estimulados e limitação do número de embriões transferidos por ciclo. Uma vez diagnosticada uma gestação multifetal, o aconselhamento apropriado sobre os riscos aumentados na gravidez deve ser discutido com a paciente, e a opção de redução multifetal, quando apropriado, deve ser oferecida.
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Dr Stéfano Fiúza – Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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